ode a um velho amigo

embalaste-me gentilmente, outono.

as janelas abertas, um vento uivante, cortante.

sorvo de um trago o aroma das primeiras chuvas.

ao fundo, trovoada.

a alice faz-se anunciar levemente,

pata atrás de pata sobre o chão de madeira.

deita os bigodes na manta aos nossos pés.

será que também veio ouvir a chuva?

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