agridoce

por vezes parece que foi há anos-luz. o momento em que uma amizade nasceu. com algumas pessoas torna-se difícil definir. ou porque sempre estiveram lá ou porque parece que sempre estiveram lá. dou comigo a pensar a distância e a desejar encontrar forma de a contornar, de atravessar os mares, oceanos ou continentes que separam e que adensam as saudades.

reencontrar uma amiga que está longe tem destas coisas. encontrarmo-nos num abraço que diz mais que muitas palavras, aproveitar as poucas horas juntas para fazer viagens-relâmpago no tempo e para nos apercebermos de que, por mais que os anos passem, as coisas que nos unem permanecem as mesmas.

a verdade é que podemos cruzar-nos num momento, por alguns anos ou uma vida inteira, mas cada encontro com os outros molda-nos e enriquece-nos de formas difíceis de expressar.

‘a amizade é a aceitação positiva do limite. chega um momento em que vais para tua casa e eu para a minha e isso não representa nenhum drama. pelo contrário, sabemos que nos havemos de reencontrar; que não nos vendo, não nos perdemos de vista; que o essencial permanece intacto na distância.’ – josé tolentino mendonça

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