uma estranha companhia

flan

pardais balofos, ruído branco, o rio sereno, gente estendida a dormir nos bancos e eu a dormir de olhos abertos.

é a primeira vez que estou a mergulhar em Flannery O’Connor. não sei se escolhi a melhor altura para contos trágico-mórbidos (é mesmo preciso respirar entre cada um). talvez seja uma forma simplista de o resumir mas, até agora, ‘tudo o que sobe deve convergir’ parece retratar estranhas consequências que caem sobre indivíduos cheios de si próprios.

não dá para pousar o livro muito tempo sem nos voltarmos a perder na sua estranheza. uma estranheza que se entranha e deixa uma espécie de peso no peito, que não se consegue sacudir facilmente.

flannery

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