dias cheios e felizes são feitos (também) de pequenas coisas.

embrulhar prendas que saem das mãos e não de uma fábrica. fazer bolachas em casa da avó e ouvi-la cantar um hino antigo que me fez sentir gaiata outra vez. pegar nas duas sobrinhas mais novas ao mesmo tempo, cantar-lhes, cobrir-lhes de beijos. o tio T a cantar-lhes guturalmente para alargarem os horizontes musicais (e não é que a reacção é de fascínio?). ler a história que se sabe de cor e desejar que seja sempre nova, que sempre nos deixe deslumbrados e emocionados. o Criador do universo, das galáxias, das profundezas desconhecidas dos oceanos, dos cumes das montanhas mais altas, do organismo mais minúsculo e do mais complexo, veio até nós na forma frágil de um bebé, nascido na simplicidade de um estábulo. bancos cheios de uma outra família na manhã do dia 25 e a música de novo. sempre a música. notícias que nos enchem de alegria. gargalhadas palermas. sorrisos patetas e mais uma vitória para a micro-família cá de casa.

e as vicissitudes parecem diluídas neste emaranhado de coisas boas. e estão lá, fazem parte. ainda bem que fazem parte.

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