pára. arranca.

com o passar dos anos, vamo-nos apercebendo da capacidade ambígua que o tempo tem de passar vagaroso e ao mesmo tempo veloz. tão depressa estamos a começar um ano como a terminar de o viver. 2014 morre frio, gelado.

olhar para trás é obrigar-me a ser grata. e há tanto para agradecer. caminhos que se percorrem na mais profunda alegria, portas que se abrem, corações que passam de raspão no meu e o metamorfoseiam, verdades eternas que se redescobrem como se fossem novidade ou se aprendem com avidez.

olhar para trás também é ter na boca o gosto acre da desilusão. comigo, sobretudo. o que desejei mudar e não consegui, o que ficou por dizer, por fazer, por ser. e este fosso estúpido e incoerente entre o cogitar e o agir. entre a compaixão e a proactividade. é bonita a palavra ‘proactividade’. é bonita a palavra ‘coerência’. quero agarrá-las, gravá-las em pedra e ter nas veias o seu sentido. assim Deus me ajude.

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One thought on “pára. arranca.

  1. Eu não sei olhar para trás para pesar as coisas, sempre olho para trás para entender-me enquanto escritora. Minha escrita depende do ontem, o hoje pouco me auxilia… então, é correto dizer que passo muito mais tempo flutuando nos dias de ontem que propriamente a viver o tempo atual… o amanhã então não me serve nem mesmo como metáfora. rs

    bacio e que 2015 lhe ofereça muitas coerências.

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