ondjaki, de novo.

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retalhos de leituras

“sabes o que é não sentir o coração e sentir o coração, tud’uma batida só, sangue leve no peito e lágrimas limpas a escorrer? faz conta foste na pesca, rede e tudo, e em vez do peixe grande meteste a rede na água e te veio uma nuvem?”

“sempre me disseram: pra curar a ferida tens que lhe olhar no sangue dela.”

“vimos o adolfo com outros olhos; nesse dia ele nos ficou adulto.”

“e a vida? esqueceste esse palco puramente verdadeiro a acontecer todos os dias, a se entornar nos teus olhos de lágrimas que nem vês?”

[ondjaki, in quantas madrugadas tem a noite]

de um autor para ser lido com sotaque.