irish soda bread

February 2, 2016

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numa taça deita-se 2 cups de farinha, junta-se 1 colher de chá de sal e uma de bicarbonato de sódio. adiciona-se 3 ou 4 colheres de sopa de iogurte natural e mexe-se. vai-se juntando leite aos poucos para ganhar consistência sem que a massa fique líquida ou pastosa. não se mexe muito, só o suficiente para ligar. deita-se numa superfície enfarinhada e molda-se uma bola tosca. dá-se dois cortes fundos e vai ao forno a 170ºC durante cerca de meia hora.

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a receita original de irish soda bread leva soro de leite (buttermilk) em vez de iogurte e leite. esta é uma alternativa.

 

desenhos lentos

January 12, 2016

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vou escolhendo alguns desenhos para os transformar, ponto por ponto, noutras coisas. é um processo lento, mas gosto de processos lentos. ensinam-me a paciência que me falta. não lhes dou títulos para ficarem à interpretação de quem os quiser. este é o #1.

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um dos últimos filmes que vimos em 2015 e um dos primeiros deste ano são ambos nipónicos.

Tokyo Story (1953), de Yasujiro Ozu retrata a viagem de um casal idoso que visita os filhos já adultos e com pouco espaço para que façam parte das suas vidas atarefadas. é belo e triste, tratando de assuntos universais à luz de uma cultura tão distinta da nossa.

Kagemusha (1980), de Akira Kurosawa conta a história do líder do clã Takeda que na ânsia de assumir o poder em Quioto acaba por se aproximar demais do campo dos inimigos e é mortalmente ferido. não querendo pôr em risco o poder do clã, Shingen dá instruções para que a sua morte apenas seja tornada pública ao fim de três anos, recorrendo a um sósia. nesta história, o peso do que é falado é tão intenso quanto o que apenas se sente na postura, na atitude das personagens. a cena do sonho é dolorosa e tão bem conseguida. “In the late 1970s, during the long years of waiting for international and domestic funding to come together to produce Kagemusha, Akira Kurosawa returned to the pastime of his youth—he painted. Working fast and furiously, each day turning out scores of sketches and paintings, Kurosawa accumulated a unique body of work that was born as much out of despair and frustration as from a passion to create. One after another, he pulled from his mind’s eye the images he visualized for the epic drama and set down on paper the scenes he ached to re-create on film.” (fonte aqui)

apesar das temáticas distanciarem ambos os filmes, há aspectos que os unem. os planos fixos e longos, as simetrias poéticas e o despojamento surgem em ambos quase como se fossem eles próprios personagens em cada filme.

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as fotos são todas de um dia de fim de dezembro. daquela luz peculiar de lisboa. as fotos são todas tiradas pela miúda, num desafio orientado pela Ana Rute. por alguma razão, estas fotografias emocionam-me.

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(all photos are by my daughter)

January 11, 2016

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manhã cinzenta. andar a pé por este seixal de prédios baixos de cores esbatidas e portas de madeira lascadas. os sons matinais de um lugar cheio de carácter. enfrentar o medo e encontrar gente com quem desenhar e aprender. encontrar as colagens da querida Cláudia Mestre. estes encontros são de uma surpreendente generosidade.

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January 6, 2016

os homens não choram. mas os meninos de 7 anos choram e não têm vergonha.
‘sara, estou a chorar. é espantoso…’ – rodrigo

January 5, 2016

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isto antes do trabalho. sabe pela vida.