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há coisas que, tornando-se obsoletas para uns, se tornam tesouros para outros. este é parte do espólio de costura e afins da avó Bia. houve quem pensasse em mim, recolectora de coisas obsoletas.

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solitude

July 6, 2016

do salmo 19

April 22, 2016

morninga constância é uma espécie de bicho raro. felizmente, quanto mais inconstantes somos nos nossos desejos, no relacionamento com os outros, nos gostos… mais percebemos que a constância está fora de nós. se olharmos com atenção, ainda conseguimos ver a sua marca na criação. as estações, os tempos próprios para plantar e semear. a viagem dos planetas em torno do sol. o ciclo da água. a gestação de um bebé. tanta ordem, tanta beleza na ordem. “sem linguagem, sem fala”.

April 21, 2016

pomba

neste ‘negócio’ de trabalhar com os hobbits aprende-se umas coisas curiosas. aqueles mais hesitantes, mais medrosos, os menos confiantes no seu próprio esforço criativo são muitas vezes aqueles que apresentam os resultados mais interessantes. são inconvencionais sem saberem sequer o que isso é.


o T andou às voltas com uma proposta, sempre cheio de medo de errar, de não conseguir… preso. experimentou vários materiais. até que descobriu a tinta da china e a cana que desliza deliciosamente no papel kraft. e no fim celebrámos os dois. ele porque amou o processo e eu porque amei o processo e o resultado.

coisas pequenas

April 16, 2016

 

ver sementes a germinar. observar vasos que tomávamos como condenados à infertilidade a insistir com pequenos ramos teimosos. a espera às vezes impaciente de que alguma coisa aconteça. pequena que seja.

//secret garden\\

March 30, 2016

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unscheaduled drawing time with a couple friends after a nice breakfast.

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não sou feminista nem defendo o direito à igualdade de géneros*. vivo pelo princípio bíblico da complementaridade. tal como a questão da justiça, não se trata de todos receberemos por igual, mas todos receberemos o que necessitamos.

o dia de hoje continua a ser importante de lembrar, porque precisamos de continuar a dar voz a meninas e mulheres que não a têm, simplesmente por serem meninas e mulheres. e a interceder por elas, a chorar por elas. a ‘cultura’ dos casamentos forçados, abusos emocionais e físicos, a política de planeamento familiar na China, o tráfico humano, o rapto das meninas na Nigéria, a educação impedida, proibida… as situações multiplicam-se diariamente e o coração contorce-se.

este não pode ser simplesmente mais um dia de flores e jantares. o poder da mulher não assenta na ideia de que temos o direito de ocupar os mesmos lugares que os homens. também não assenta no nosso corpo e no que achamos que podemos fazer ou deixar de fazer com ele. fomos criadas, nomeadamente, para nutrir e cuidar, para servir, para usar as mãos e o intelecto para o bem dos que estão à nossa volta. não há nada de insignificante nisso.

 

*a Ana Rute fez bem em lembrar que no que toca à dignidade, esta não depende de géneros.