IMG_1113 IMG_1074

a ilustração de cima foi inspirada por uma fotografia tirada à Alexandra.

March 4, 2015

IMG_0944 IMG_1147 IMG_1159

as mimosas são uma praga. isto não é eufemismo. não é metafórico. são das invasoras mais preocupantes introduzidas em Portugal. há um decreto-lei a comprová-lo e tudo (já agora é o n.º 565/99).

já apareceram aqui por mais do que uma vez. o perfume das mimosas (acácias) é tão intenso e ao mesmo tempo tão reconfortante que não resisto a trazê-las para casa. florescem sempre por esta altura, a partir de fins de janeiro.

não são lírios, mas ao observá-las lembro-me de mateus 6.

vejam como crescem os lírios do campo. eles não trabalham nem tecem.
contudo, eu vos digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor,
se vestiu como um deles. se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?

IMG_0557IMG_1099

*os smiths às vezes acertavam.

:: oddities ::

February 23, 2015

1267

odd creatures, disponíveis ali ao lado, na micro-loja.

:: dos livros ::

February 23, 2015

IMG_0989 IMG_0982 IMG_0980

 

os objectos mais preciosos que moram cá em casa em grande abundância são livros. alguns contam histórias ainda antes de os lermos. encontrados em feiras de antiguidades, charity shops, vendas de garagem. acariciados por muitas mãos. esses são os que mais me prendem. aqueles que volta e meia folheio só pelo prazer de sentir a aspereza das folhas envelhecidas e o cheiro a outras vidas que acompanharam antes da nossa. (este que mostro tem me acompanhado volta e meia em algumas viagens ao pretérito perfeito). o T gosta de manter os livros novos quase intocáveis, apesar de os sublinhar e comentar. eu gosto de os ver já muito mexidos, com marcas do tempo e de interacção. quando partilhamos livros, é curioso encontrar o que despertou a atenção ou a reacção do outro. dos ritmos a que os lemos já dei uma ideia. como em quase tudo, sou sempre mais vagarosa.

IMG_0986

paralelismos

February 18, 2015

20

sempre este equilíbrio de estados, de lugares. os carris que seguem paralelos. a dor paralela à alegria. o medo paralelo à esperança. o pesar paralelo à admiração. não fora assim e enlouquecíamos, não?

parece tão longe de nós o que aconteceu. o que acontece todos os dias. roça o surreal. só que não é surreal. a capacidade (mais ou menos) latente que o homem tem de praticar actos de puro mal é extremamente e dolorosamente real. como é que se pode cair na esparrela de que o homem nasce necessariamente bom?

‘foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.’ hebreus 11:37-38
a esperança e a segurança só podem estar fora de nós. sempre fora de nós. as ‘pessoas da cruz‘ sabiam-no. tanto que se dispuseram a morrer por essa segurança.

 

:: r e s p i r a r ::

February 18, 2015

1611 17 13 14 19