amor▲s

September 17, 2014

aproveitando que as tardes ainda se estendem num adeus demorado, saí com ela para um passeio nas redondezas. o silêncio, cortado por conversas pequenas. as amoras, os espinhos, as mãos manchadas, os medronhos e o endro. respirar fundo e beber dos últimos raios de sol. caminhar com a certeza de que, no fim, é o amor que vence.

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:: noites e manhãs ::

September 16, 2014

há noites que duram dias e dias. que parecem não ter fim. há noites que nos engolem como um monstro faminto e nos regurgitam, exaustos. ‘mas a alegria vem pela manhã’, lembramos. e agarramo-nos a essa verdade com uma esperança que parece insana, com uma garra que não vem de nós. ‘a alegria vem pela manhã’ e, enquanto não vem, há sempre braços que nos seguram, joelhos que se dobram, ouvidos e corações atentos.

eager to learn

September 8, 2014

sentir os primeiros sinais de que uma estação se despede para dar lugar a outra deixa um sabor estranho na alma. o verão, o eterno adolescente, despede-se para dar lugar ao outono, maduro, circunspecto. tudo está em suspenso. a iminência da escola a começar para a mais nova cá de casa. a incerteza de trabalho para os mais velhos. projectos e desafios que se nos apresentam como brisas frescas.  a antecipação do que poderemos aprender com tudo isto. sempre essa antecipação, essa sede.

feeling the first signs of a season saying goodbye to give room to a new one leaves an odd taste in the soul. summer, the eternal teenager, says his goodbyes and autumn comes forth, mature, circumspect. everything is suspended. the imminence of school starting for the younger one in the house. the uncertainty of work for the older ones. new projects and challenges that come to us like fresh breezes. the antecipation of what we may learn with all this. this antecipation always, this thirst.

but we also glory in our sufferings, because we know that suffering produces perseverance; perseverance, character; and character, hope. rm 5.3-4

mel ou fel?

September 2, 2014

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August 27, 2014

1thanks, AR.

agridoce

August 13, 2014

por vezes parece que foi há anos-luz. o momento em que uma amizade nasceu. com algumas pessoas torna-se difícil definir. ou porque sempre estiveram lá ou porque parece que sempre estiveram lá. dou comigo a pensar a distância e a desejar encontrar forma de a contornar, de atravessar os mares, oceanos ou continentes que separam e que adensam as saudades.

reencontrar uma amiga que está longe tem destas coisas. encontrarmo-nos num abraço que diz mais que muitas palavras, aproveitar as poucas horas juntas para fazer viagens-relâmpago no tempo e para nos apercebermos de que, por mais que os anos passem, as coisas que nos unem permanecem as mesmas.

a verdade é que podemos cruzar-nos num momento, por alguns anos ou uma vida inteira, mas cada encontro com os outros molda-nos e enriquece-nos de formas difíceis de expressar.

‘a amizade é a aceitação positiva do limite. chega um momento em que vais para tua casa e eu para a minha e isso não representa nenhum drama. pelo contrário, sabemos que nos havemos de reencontrar; que não nos vendo, não nos perdemos de vista; que o essencial permanece intacto na distância.’ – josé tolentino mendonça

:: eucharisteo ::

August 11, 2014

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de volta a casa depois de duas semanas.
a primeira foi passada no lugar mais especial e peculiar do planeta, rodeada de amigos que são família e de hobbits curiosos e vivaços. sobre essa ainda é difícil falar, mas foi recheada de coisas saborosas. a segunda semana foi passada num lugar bonito, repleto de pinheiros e do som do mar, que nos embalava, enquanto éramos espicaçados com temas tão densos como a família, a trindade e a ética no trabalho. voltar a casa é voltar de coração cheio, sempre mais rico pela experiência de cruzarmos a nossa vida com a de outros. é espreitar todas as fotos das sobrinhas (ganhei mais uma, entretanto) e esperar que dezembro chegue depressa. é olhar para trás e só conseguir agradecer. eucharisteo sempre.

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