{resiliência}
May 14, 2013
regar as plantas e constatar que um rebento que parecia não querer vingar na terra onde fora colocado, está finalmente a lutar e a fortalecer-se.
encontramos metáforas para a vida por todo o lado. parábolas prontas a tirarmos delas sentido. basta tão-somente que olhemos com olhos de olhar e com a esperança de uma prática mais presente, mais simples.
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watering the plants and noticing a small cutting (i thought wouldn’t make it) finally striving, getting stronger.
we find metaphors for life everywhere. parables ready to be made sense out of. all it takes is for us to actually see with seeing eyes and with the hope of a more present practice, a simpler practice.
L.
May 14, 2013
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May 6, 2013
the darkest valleys are the ones where we find our own fears, our grotesc self and fragility. the only way to overcome them is to look up. yes, because even in the valley you can look up and see the imense firmament.
o outro alentejo
April 15, 2013
há quase um mês visitei pela segunda vez este alentejo (quase) profundo demais. reencontrei familiares do T. pessoas bonitas, muito bonitas. passeámos à chuva, felizes atrás do rebanho de ovelhas, observámos divertidos as cabriolices dos cabritos e ouvimos histórias à lareira enquanto aquecíamos as mãos, os pés e o coração. de lá trouxe a vontade renovada de fazer do alentejo morada permanente. espero voltar lá em breve, para ver a tosquia e trazer comigo alguma lã.
a foto da cabrinha com badalo ao pescoço foi tirada pelo afilhado :)
histórias à lareira
April 6, 2013
teria ficado o resto do dia a ouvir histórias. estas são algumas das pessoas que conheço que melhor sabem receber. pessoas generosas com o tempo, com os recursos, com o saber. pessoas afáveis. não há pressas quando se juntam à lareira, debaixo de uma chaminé de onde pendem incontáveis enchidos caseiros. faz-se renda, conversa-se não sobre a vida dos outros, mas sobre a deles, sobre experiências vividas na primeira pessoa. na parede, inúmeros alguidares de barro lindos, ora para amassar os bolos fintos e o pão, ora para a altura da matança do porco. fiquei com vontade de lá voltar. combinámos por altura da tosquia. na mala vou levar as 5 agulhas e (tentar) aprender a fazer meias com a anciã da casa.
deambulices
April 4, 2013
com o risco de parecer extremista, por vezes dou comigo a pensar em como as coisas mudaram em tão poucos anos (sim, uma década não é nada, é um vapor). a noção de privacidade e de relacionamentos sofreu alterações tão profundas que chega a ser assustador. estávamos mais perto uns dos outros quando não havia intermediários electrónicos, mais conectados com o que se passava à nossa volta. agora temos necessidade de registar tudo (tudo mesmo), não só porque queremos documentar o presente para o recordar no futuro, mas porque parece que se não o publicarmos algures não é efectivamente real. se não dermos os parabéns a familiares e amigos numa qualquer rede social, estamos a falhar. se, se… tantos ses que condicionam e escravizam, de certa forma. é a nova-velha luta entre o que deve ser privado e tornamos público. somos muito mais pessoais e verdadeiros quando nos relacionamos em privado, longe das palmadinhas nas costas e das bajulices a que nos vamos habituando sem nos apercebermos.
contra mim falo mas, com tudo de verdadeiramente bom que este universo cibernético traz, precisamos constantemente definir e rever a noção de limites. os meus são cada vez mais apertados, pelo menos assim o espero. mas cada um define os seus.
posto isto, estou sem máquina fotográfica de novo. como é que vou sobreviver? :)
ah, pois – vivendo de olhos bem abertos.
















