August 27, 2014

1thanks, AR.

agridoce

August 13, 2014

por vezes parece que foi há anos-luz. o momento em que uma amizade nasceu. com algumas pessoas torna-se difícil definir. ou porque sempre estiveram lá ou porque parece que sempre estiveram lá. dou comigo a pensar a distância e a desejar encontrar forma de a contornar, de atravessar os mares, oceanos ou continentes que separam e que adensam as saudades.

reencontrar uma amiga que está longe tem destas coisas. encontrarmo-nos num abraço que diz mais que muitas palavras, aproveitar as poucas horas juntas para fazer viagens-relâmpago no tempo e para nos apercebermos de que, por mais que os anos passem, as coisas que nos unem permanecem as mesmas.

a verdade é que podemos cruzar-nos num momento, por alguns anos ou uma vida inteira, mas cada encontro com os outros molda-nos e enriquece-nos de formas difíceis de expressar.

‘a amizade é a aceitação positiva do limite. chega um momento em que vais para tua casa e eu para a minha e isso não representa nenhum drama. pelo contrário, sabemos que nos havemos de reencontrar; que não nos vendo, não nos perdemos de vista; que o essencial permanece intacto na distância.’ – josé tolentino mendonça

:: eucharisteo ::

August 11, 2014

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de volta a casa depois de duas semanas.
a primeira foi passada no lugar mais especial e peculiar do planeta, rodeada de amigos que são família e de hobbits curiosos e vivaços. sobre essa ainda é difícil falar, mas foi recheada de coisas saborosas. a segunda semana foi passada num lugar bonito, repleto de pinheiros e do som do mar, que nos embalava, enquanto éramos espicaçados com temas tão densos como a família, a trindade e a ética no trabalho. voltar a casa é voltar de coração cheio, sempre mais rico pela experiência de cruzarmos a nossa vida com a de outros. é espreitar todas as fotos das sobrinhas (ganhei mais uma, entretanto) e esperar que dezembro chegue depressa. é olhar para trás e só conseguir agradecer. eucharisteo sempre.

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:: transparent ::

July 24, 2014

once in a while you find an album that mirrors what you’re feeling so completely that it’s both scary and wonderful.

verano azul

July 17, 2014

parar no meio de alguma azáfama, com milhões de pequenas coisas ao mesmo tempo na cabeça, e começar a rever com a L. esta série intemporal. respirar um pouco e emocionar-me com a simplicidade, com os relacionamentos, com os temas sérios que vão surgindo e que são tratados com tanta crueza e tanta beleza ao mesmo tempo. viva o revivalismo.

2 3 hope love

:: sair com os hobbits tem destas coisas ::

jogos na relva * almoço barulhento * momentos breves de silêncio contemplativo * conversas e risadas, estendidos debaixo da sombra das árvores * escrever recados efémeros

os dias no shire estão quase a terminar e ando nostálgica. os hobbits (onde quer que fosse) sempre tiveram esse efeito.

11.07.2014

July 11, 2014

faz hoje 3 meses desde que passámos a ser 3 cá em casa. a sensação é a de que estivemos juntos desde sempre. nestes cerca de 90 dias já vivemos de tudo um pouco – alegrias imensas, desafios gigantes, e este sentimento constante de incapacidade, de pequenez. nunca a Graça me fez tanto sentido como nestes dias.
somos mais cá em casa, mas somos cada vez menos de nós próprios. e isso é algo difícil de explicar por palavras. always on the edge. always grateful.

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it’s been 3 months since we’re 3 instead of 2 at home. i feel as if we’ve been together since forever. in these 90 days or so we’ve lived a bit of everything – imense joy, gigantic challenges, and this constant feeling of inabilty, of smallness. never before has Grace made so much sense to me as during these days. there’s more of us at the house, but we are each day a little bit less of ourselves. and that is hard to explain in words. always on the edge. always grateful.